O setor de tecnologia vive um novo momento: além do desempenho técnico, se tornou necessário enxergar além na hora de formar times e de promover lideranças. A inclusão de lideranças femininas traz para as empresas mais empatia, criatividade e pluralidade, pois quanto mais pontos de vista diferentes, melhores os resultados. É necessário repensar as estratégias para criar times de alta performance e multidisciplinares, afinal, todos ganham com isso.

As mulheres vêm conquistando mais espaço dentro de empresas de tecnologia, mas ainda representam somente 37% de todos os profissionais do setor do Brasil, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). O desafio é maior quando se trata de chegar em cargos de liderança nessas empresas. Segundo pesquisa anual da consultoria KPMG, em parceria com a Harvey Nash, a participação de mulheres em posições sêniores em tecnologia na América Latina está, atualmente, em 16%. A percentagem é significativamente maior do que os 4% de representatividade feminina nestas funções em países como o Reino Unido, e superior à média global de 11%.

Hoje, as mulheres têm uma parcela expressiva na educação e na busca por especialização. Por exemplo, 60% dos brasileiros que fazem doutorado fora do Brasil são mulheres de acordo com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Reduzir a possível hostilidade do mercado de trabalho e integrar melhor essas candidatas é uma estratégia importante para que a tecnologia e a inovação tenham cada vez mais mentes brilhantes para somar e criar.

Aproveitando esse tema, promovemos um bate papo com as lideranças femininas da EBS-IT. Nossas líderes defenderam que o segredo está na qualificação profissional para que se consiga alcançar bons resultados e crescimento dentro da área de TI. As gestoras também comentaram que muitas vezes são criadas barreiras através de crenças pessoais. No entanto, uma boa preparação, dedicação e empenho podem acabar com essas dificuldades.

A sócia-fundadora da EBS-IT iniciou a sua carreira como programadora e aprendeu desde cedo a procurar por seu desenvolvimento e crescimento pessoal, buscando especialização e sempre indo atrás de seus objetivos. Nossa Head de EPM já trabalha no segmento de tecnologia há mais de 16 anos, e relatou que já enfrentou alguns preconceitos, no entanto, sempre se manteve focada em aprender com as situações, não deixando que as dificuldades a impedissem de seguir almejando expandir sua carreira.

Nosso time também acredita que algumas características femininas complementam o lado mais prático e analítico necessário para os profissionais de TI. Criatividade, visão macro e senso de acolhimento, fazem parte de algumas competências que impulsionam o crescimento de uma empresa.

Engajar mulheres no motor da inovação é uma ação necessária para contribuir com o mercado de trabalho. Aumentar a diversidade e percepção das equipes são movimento essenciais para tornar a sociedade cada vez mais justa e igual para todos.

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