A grande maioria das empresas já conhece as vantagens de migrar sistemas atualmente executados em datacenter tradicionais (próprios ou não) para nuvens públicas. Elasticidade, práticas de segurança avançados, softwares atualizados, desempenho praticamente ilimitado são itens que estão na ponta da língua de todo gestor de TI que defende a migração para nuvem. No entanto, a dificuldade pode aparecer na hora de comparar os custos e no processo de movimentação.

Ao procurar um parceiro para calcular os custos da carga de trabalho na nuvem ou para planejar e executar o projeto de M2C (move to cloud), a primeira reação é buscar uma empresa especializada naquela nuvem que se pretende utilizar. Isso é essencial, mas tão importante quanto isto é conhecer muito bem as aplicações que serão migradas.

No caso dos custos, conhecer a aplicação é o primeiro passo para saber qual o melhor serviço a ser utilizado. Por exemplo, simplesmente copiar um servidor que atua como load balancer pode ser mais caro do que fazer o balanceamento da aplicação utilizando um serviço simples no modelo PaaS (Platform as a service). Só alguém que conhece a infraestrutura da aplicação pode viabilizar esta mudança, pois é necessário conhecer o tipo de balanceamento aceito pela aplicação e como configurá-lo. Conhecer a carga de trabalho na origem, ter referências de mercado (benchmarks) sobre o comportamento da aplicação na nuvem ou on premises, é essencial para dimensionar corretamente os recursos necessários na Cloud. Trocar um servidor com dois processadores na origem, por outro exatamente do mesmo tamanho na nuvem pode não representar vantagem de custo, então fazer o dimensionamento correto, sem sobras, trará a vantagem nos valores. Lembrando que o “sizing justo” é possível somente por causa da elasticidade, pois em caso de crescimento ou necessidade momentânea é possível subir os recursos, pagar a mais por eles e depois voltar ao estado normal. Ainda na questão dos valores, é muito importante avaliar se realmente todos os sistemas precisam ficar 100% do tempo ligados. Ambientes de desenvolvimento e testes são sérios candidatos a ficar desligados fora do horário comercial, economizando até 40%. Até mesmo ambientes produtivos podem entrar nesta categoria. Será que um sistema de tesouraria precisa ficar ligado quando não há ninguém do departamento financeiro trabalhando?

Para o projeto de migração, existem muitas ferramentas que aceleram o processo de movimentação. Levar um servidor virtual para o modelo IaaS (infraestructure as a service) já não é tarefa tão complexa, mas certamente isso não traz todos os benefícios possíveis, pois este modelo traria quase que as mesmas vantagens de uma atualização de hardware. Por exemplo, migrar um banco de dados de um servidor tradicional para um serviço de DBaaS (database as a service) pode trazer inúmeros ganhos, com novas funcionalidades, segurança, menor esforço de administração, suporte etc. Para executar esta mudança, somente com conhecimento do serviço em nuvem e principalmente do que está sendo migrado.

Em suma, o M2C pode ser bastante vantajoso para a TI e para as pessoas que utilizam as aplicações, mas para aproveitar todos estes benefícios é importante pensar fora da caixa na hora de montar o desenho final. Procure um parceiro que conheça a infraestrutura das aplicações.

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